O presidente da CBF José Maria Marin e o
vice-presidente Marco Polo Del Nero reuniram os presidentes de 40 clubes - 20
da Série A e 20 da Série B - nesta segunda-feira, na sede da CBF, em torno da
discussão do Proforte, o projeto de lei que cria o sistema de refinanciamento
das dívidas dos clubes brasileiros. Entre os aspectos discutidos esteve a
Lei de Responsabilidade Fiscal, em que ficou claro que o objetivo é permitir aos
clubes uma maneira de viabilizar formas de pagamento para saldar as suas
dívidas.
- Os clubes não pediram e não querem anistia da
dívida. Está sendo proposta uma forma de viabilizar o pagamento dessa dívida,
tendo como contrapartida para aqueles clubes que não cumprirem com a sua
obrigação a perda de pontos - explicou Marco Polo Del Nero.
Foi discutida também, para ser parte integrante
da lei, a possibilidade de os dirigentes de clubes serem punidos em caso do
descumprimento do pagamento das dívidas.
- Precisamos criar marcos regulatórios muito
rígidos de gestão, para que os dirigentes sejam também responsabilizados -
disse o presidente da Federação de Futebol do Rio de Janeiro Rubens Lopes.
O presidente da Federação Tocantinense de
Futebol, Leomar Quintanilha, falou em nome de seus pares sobre o resultado do
encontro. O dirigente estava otimista.
- O encontro foi muito positivo. Considero uma
oportunidade excelente que os clubes estão tendo para restabelecer a
normalidade financeira das suas administrações.
A criação de um Código de Ética, encarregado de
combater o aliciamento jogadores nas divisões de base foi outro tema proposto .
- O código foi aprovado pelos 40 presidentes
das Séries A e B. Falta agora ser aprovado pelos clubes das séries C (20 clubes)
e D (41).
Integraram a mesa diretora da reunião o
presidente Marin, o vice-presidente Marco Polo Del Nero, os deputados Jovair
Arantes, Guilherme Campos, Valdivino de Oliveira (presidente do Atlético
Goianiense), Rodrigo Maia, Vicente Cândido, Marcelo Matos, Benedita da Silva, o
presidente do Coritiba, Vílson Ribeiro, e o diretor da Rede Globo Marcelo
Campos Pinto.
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