quinta-feira, 31 de julho de 2014

É feio ser bonita?




“O governo, qualquer governo, faz mal à imprensa. A imprensa, toda a imprensa, faz bem ao governo – principalmente quando critica. Governo não precisa do ‘sim’ da imprensa. Governo evolui com o ‘não’ da imprensa. A proximidade da imprensa com o governo abafa, distorce  o jornalismo. A distância entre governo e imprensa é conveniente para ambos, útil para a sociedade e saudável para a verdade. Jornalismo é tudo aquilo de que o governo não gosta. Tudo aquilo de que o governo gosta é propaganda. A imprensa, numa definição mais simples, deve ser o fiscal do poder e a voz do povo. Com o estrito cuidado para não inverter essa equação.” (Luiz Cláudio Cunha – Jornalista gaúcho)


Entrada de uma cidade do interior do Piauí.

 


Avenida João Alencar, bairro Cauamê, em Boa Vista, Roraima.

 

Quem, por prazer (férias) ou necessidade (trabalho) já esteve fora de São Luís, e tem consigo a perspicácia de olhar o belo, apreciar o bonito, e não vive de puxa-saquismo para justificar o soldo no início de cada mês, há de concordar que esta capital maranhense, independentemente de quem esteja no comando da gestão municipal, bem que poderia ter outro desenho, outro croquis, e outra definição paisagística-urbana.

Infelizmente, a permissividade e o compadrio do passado – há quem afirme até que as invasões eram incentivadas por candidatos a cargos eletivos – que geraram a hoje existente indústria das invasões, acabaram por inviabilizar algumas ações, porquanto passaram a exigir indenizações astronômicas para qualquer ordenamento urbano.

Mas, não se pode negar, o outro viés complicador é a má gestão. A falta de visão, de interesse e até mesmo de competência para planejar e fazer desta Ilha uma cidade bela, prazerosa de se viver, e que justifique a cobrança de tantos impostos como existem muitas por aí neste mesmo Brasil.

É inacreditável que titulares e assessores de pastas envolvidas com o meio urbanístico (SEMMAM – Secretaria Municipal de Meio Ambiente; SEMURH – Secretaria Municipal de Urbanismo e Habitação; SEPLAN – Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento; e IMPUR – Instituto Municipal de Paisagem Urbana), viajem, visitem, olhem e não vejam nada de proveitoso e exemplar que possa ser aplicado aqui para melhorar, principalmente, o visual urbanístico desta Ilha.

Ou seria “incompetência” mesmo?

Sim, porque a ação, em si, em quase nada depende de dotação orçamentária ou recursos – noutras cidades, grande parte do custo dessas ações vem de parcerias entre o gestor e empresas particulares que usufruem do “físico” do espaço urbano. Assim, permite-se concluir que seja mesmo incompetência.

Alguém já se deu ao trabalho de observar a “qualidade” das obras do urbanismo de São Luís? Será que não é um caminho escancarado para que se imagine que tudo é feito da pior forma possível para demandar “mais um” serviço?

Claro que seria uma total leviandade afirmar isso. Mas, por que não há em São Luís uma única obra pública de qualidade? Que dure, que não tenha que ser refeita de seis em seis meses?

Da mesma forma, alguém já reparou que, todo início de ano letivo os “colégios” estão em reforma? Por que isso? Por que não se contrata o serviço para os períodos das férias?

É inaceitável que os senhores secretários das pastas envolvidas com o urbanismo não vejam “aquela merda” que é o entorno do Mercado Central, e que não encontrem uma solução definitiva para aquele problema, e ainda vivam afirmando que São Luís é uma cidade “turística”. Como receber turistas numa imundície daquelas?

Definitivamente, São Luís tem vergonha de ser bela!

Qual a impressão que tem um turista que chega a Ilha por via terrestre e, ao descer da ponte do Estreito dos Mosquitos, olha para um lado e para o outro, e vê aquele amontoado de “não sei o que”? Aquilo é belo, simplesmente, ou é apenas um bonito cartão postal da cidade?

Com a palavra a SEMMAM (Rodrigo Maia Rocha), a SEMURH (Diogo Diniz Lima), SEPLAN, e IMPUR (Luiz Borralho) ou o Prefeito Edivaldo Holanda Júnior, que nomeia para esse Instituto de Paisagismo um profissional de Contabilidade.
 

 

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