segunda-feira, 28 de julho de 2014

Verdade ou mentira?





Antigo ginásio abandonado e destruído pela inércia de gestão.

 


Área abandonada no CSU da Cohab. Daria para construir dois hospitais.

 

Em meados do ano passado, provavelmente sentindo a ausência de um bom noticiário que pudesse lhe beneficiar na campanha da reeleição, o então Prefeito João Castelo andou questionando a existência de “um bom terreno” para construir um novo hospital para São Luís.

Segundo alguns, o Hospital Djalma Marques estaria defasado e, há muito, não atende às necessidades da cidade. Não vemos dessa forma. Vemos apenas falta de imaginação gestual. Falta de conhecimento e, também, falta de interesse em encontrar uma solução.

Não faz muito tempo, o hoje Hospital Municipal José Frota, em Fortaleza, que nos anos 50/60 tinha a denominação de “Assistência Municipal”, passou a enfrentar situação parecida. Sem espaço físico para os quatro lados onde fora erigido, alguém teve a feliz ideia de “subir”. Foram construídos cerca de 10 pavimentos – se não estamos enganados, houve, também, a necessidade de alterar o gabarito de construção que vigorava na capital cearense.

Por que não se pensa assim, aqui em São Luís?

Domesticamente, em São Luís, foram desperdiçados dois anos com a tentativa de encontrar um terreno apropriado para a construção. Nada foi resolvido. Ao que parece, ninguém sabe da existência de uma enorme área onde hoje deveria funcionar “in totum” o CSU (Centro Social Urbano) da Cohab. Numa área física absurdamente grande, funciona precariamente uma agência da Caema; um pequeno ambulatório do Centro de Saúde Genésio Rêgo; umas quatro ou cinco salas do próprio CSU; o Lar de Outono – Casa de Repouso; e um pequeno Grupamento do Corpo de Bombeiros. Tudo isso, somado, não atinge 30% do total da área e ali daria para construir um grande hospital municipal. Há quem afirme – sem confirmação oficial – que a área é propriedade municipal cedida ao Estado.

Há pelo menos 30 anos essa área está ali, sem qualquer utilidade para a comunidade, além de que, hoje, serve para tráfico e uso de drogas, sem contar que, ao longo de uma das calçadas a limpeza urbana convive com um lixão que prolifera e incomoda os moradores.

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