Antigo ginásio abandonado e destruído pela inércia de
gestão.
Área abandonada no CSU da Cohab. Daria para construir
dois hospitais.
Em meados do ano passado, provavelmente sentindo a
ausência de um bom noticiário que pudesse lhe beneficiar na campanha da
reeleição, o então Prefeito João Castelo andou questionando a existência de “um
bom terreno” para construir um novo hospital para São Luís.
Segundo alguns, o Hospital Djalma Marques estaria
defasado e, há muito, não atende às necessidades da cidade. Não vemos dessa
forma. Vemos apenas falta de imaginação gestual. Falta de conhecimento e,
também, falta de interesse em encontrar uma solução.
Não faz muito tempo, o hoje Hospital Municipal José
Frota, em Fortaleza, que nos anos 50/60 tinha a denominação de “Assistência
Municipal”, passou a enfrentar situação parecida. Sem espaço físico para os
quatro lados onde fora erigido, alguém teve a feliz ideia de “subir”. Foram
construídos cerca de 10 pavimentos – se não estamos enganados, houve, também, a
necessidade de alterar o gabarito de construção que vigorava na capital
cearense.
Por que não se pensa assim, aqui em São Luís?
Domesticamente, em São Luís, foram desperdiçados dois
anos com a tentativa de encontrar um terreno apropriado para a construção. Nada
foi resolvido. Ao que parece, ninguém sabe da existência de uma enorme área
onde hoje deveria funcionar “in totum” o CSU (Centro Social Urbano) da Cohab.
Numa área física absurdamente grande, funciona precariamente uma agência da
Caema; um pequeno ambulatório do Centro de Saúde Genésio Rêgo; umas quatro ou
cinco salas do próprio CSU; o Lar de Outono – Casa de Repouso; e um pequeno
Grupamento do Corpo de Bombeiros. Tudo isso, somado, não atinge 30% do total da
área e ali daria para construir um grande hospital municipal. Há quem afirme –
sem confirmação oficial – que a área é propriedade municipal cedida ao Estado.
Há pelo menos 30 anos essa área está ali, sem qualquer
utilidade para a comunidade, além de que, hoje, serve para tráfico e uso de
drogas, sem contar que, ao longo de uma das calçadas a limpeza urbana convive
com um lixão que prolifera e incomoda os moradores.
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