A Comissão de Constituição e Justiça
e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 5088/13, do deputado Onofre Santo Agostini (PSD-SC), que
torna obrigatória a permanência de ambulância e de profissional da área da
saúde em lugares com grandes aglomerações – eventos, aeroportos, estádios e
rodoviárias – para socorro imediato das vítimas.
A proposta foi aprovada em caráter conclusivo
e seguirá para análise do Senado, exceto se houver recursos para que seja
examinada antes pelo Plenário da Câmara.
Segundo o relator, deputado Felipe
Bornier (PSD-RJ), a chance de a vítima se recuperar sem sequelas aumenta em 50%
quando o atendimento ocorre na “hora de ouro” – termo usado por médicos e
socorristas para se referir à primeira hora após o acidente. Nos casos em que o
atendimento ocorre nas três horas após o acidente, a chance de recuperação cai
para 14%.
Para o deputado, o socorro feito na
hora de ouro é eficaz para salvar vidas, “principalmente em eventos de grande
público, como as comemorações na Copa e nas Olimpíadas de 2016”.
Bornier lembra que, apesar de o
direito à saúde estar previsto na Constituição, a presença de ambulâncias em
grandes eventos atualmente não é obrigatória. O deputado argumenta que a
proposta “modifica essa situação, porque organiza e direciona as ambulâncias
para locais que são também focos de conflitos”.
Tempo de resposta - O comandante do Corpo de Socorristas do Brasil, organização
não governamental (ONG) direcionada aos primeiros socorros, Moisés Gomes da
Silva, afirma que o projeto pode diminuir o tempo de resposta do atendimento e
evitar “mortes súbitas”. “No Brasil, as ambulâncias não estão localizadas em
lugares estratégicos e demoram em média de 15 a 30 minutos para prestar os
primeiros socorros, quando deveriam realizar esse atendimento em cinco
minutos”, diz Gomes da Silva.
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