Independente dos atores, nos dias atuais na vida do
povo brasileiro, qualquer ação que se disponha a acabar, ou até minimizar, a
violência que tomou conta das ruas, das praças e dos lares brasileiros, será
elogiável. Será bem-vinda.
Em São Luís e em alguns municípios do Maranhão, a
violência foi assentada. Resolveu fazer morada, alimentando as estatísticas
diárias, com óbitos dos mais diversos tipos. O latrocínio recrudesceu. O
homicídio está tomando conta de tudo. Assaltos. Roubos e até inaceitáveis
arrombamentos às residências – que é o único local onde o cidadão que paga
impostos pode e deve se abrigar para proteger a si e a família.
Mas, sempre se soube, tudo tem limites. Não é só a vida
humana. Repetimos: tudo tem limites e precisa ser combatido.
E, reunidos no início da semana, os órgãos de segurança
despertaram da letargia, da preguiça inaceitável e da falta de ação que até
permitia imaginar a inaceitável conivência – o povo maranhense perdeu a
confiança no aparelho de segurança pública.
Juntos, sob o comando do senhor Secretário de Segurança
Pública, Marcos Affonso Júnior, dirigentes e representantes de órgãos, deram
início a elaboração de ações que pretendem combater a criminalidade em São Luís
e no estado do Maranhão.
Ali estiveram Anna Graziella Neiva, chefe da Casa
Civil, que representou a Governadora; coronel Zanoni Porto, Comandante Geral da
Polícia Militar; Cristina Resende, Delegada Geral da Polícia Civil, e outros
secretários envolvidos com a tomada das ações.
Elogiável a atitude. Vamos todos – inclusive a
comunidade, que aqui só aparece como vítima fácil dos bandidos – tentar baixar
os números, sem nos importar que, se a polícia prende num dia, a Justiça solta
no outro. Deve haver uma justificativa para que a Justiça aja assim.
Incompreensível apenas um detalhe: saltam aos olhos os
equívocos cometidos pelos governantes, quando da convocação e nomeação dos
auxiliares de determinadas áreas. Imagina-se que todos devessem ser “altamente
profissionais” e tivessem obrigação de conhecer todas as táticas a serem
empregadas nas suas ações. E, parece amadorismo, a polícia pretender combater a
criminalidade e avisar dia e hora das ações. Quem quer pegar galinha, nunca diz,
“xô”!
Com certeza a medida não é eleitoreira – porque extremamente
necessária e bem-vinda – mas acaba carregando muitos ingredientes disso.
Melhor seria avisar diretamente aos criminosos: “Não
saia de casa, não assalte, não roube, nem ande armado. Se você fizer isso, vou
te agarrar.”
Enfim, com dia e hora marcada, começa hoje a “Operação
Lei Seca”. Cuidado, criminosos!
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