Rio de Janeiro, RJ, 13 (AFI) - A Copa do Mundo
passou em um piscar de olhos. A Seleção Brasileira foi humilhada em solo verde
e amarelo, assim como a Espanha. A Argentina até encerrou o jejum de 24 anos
fora da final, mas não conseguiu acabar com a seca de 28 anos sem títulos.
Melhor para a Alemanha, que meteu 7 a 1 no Brasil, encantou o planeta e
levou o título da Copa do Mundo. O Mundial 2014 também foi o torneio dos
goleiros. Mas outros destaques deram as caras. Sem perder tempo, o Portal
Futebol Interior apresenta, neste domingo, a Seleção da Copa do Mundo 2014.
Guillermo Ochoa, por exemplo, defendeu a meta do
México como nunca. Ele fechou o gol contra o Brasil e quase parou a Holanda.
Mas não foi só o mexicano que deu show nas metas. Keylor Navas fez história com
a Costa Rica. A lista ainda tem o alemão Manuel Neuer, o holandês Tim Krull e o
norte-americano Tim Howard.
Já o garoto James Rodríguez foi a revelação da Copa
do Mundo. O colombiano, por sinal, marcou seis gols e terminou como artilheiro
do Mundial. Ainda no continente americano, mas na parte central, a seleção que
se destacou na Copa 2014 foi a Costa Rica. Os costarriquenhos surpreenderam o
mundo ao eliminarem os campeões Itália e Inglaterra.
Sem falar que a Costa Rica terminou na liderança do
chamado Grupo da Morte e caiu de forma invicta apenas nas quartas-de-final. A
eliminação da Costa Rica só foi nos pênaltis, diante da Holanda. Da revelação,
passando pela seleção surpresa, o Portal FI chega ao personagem da Copa
do Mundo.
E o escolhido pelos jornalistas do Portal FI
foi o veterano Miroslav Klose. O alemão se tornou o maior artilheiro da
história das Copas do Mundo. Klose, com quatro Copas na carreira e 23 jogos,
marcou 16 gols - um a mais do que o brasileiro Ronaldo, então o recordista.
Klose superou o Fenômeno justamente durante a goleada, por 7 a 1, sobre o
Brasil.
Público e perebas!
Os destaques não estiveram apenas dentro das quatro linhas. A Copa do Mundo no Brasil lotou as arquibancadas. Com média acima de 50 mil pagantes, o Mundial 2014 só ficou atrás da Copa de 1994, nos EUA. Entre os milhões de torcedores, os sul-americanos marcaram presença. Por conta da proximidade, eles invadiram o Brasil. Os argentinos lotaram o país, chegaram a colocar 70 mil em São Paulo. Os colombianos e os chilenos também gritaram alto, assim como os uruguaios.
Os destaques não estiveram apenas dentro das quatro linhas. A Copa do Mundo no Brasil lotou as arquibancadas. Com média acima de 50 mil pagantes, o Mundial 2014 só ficou atrás da Copa de 1994, nos EUA. Entre os milhões de torcedores, os sul-americanos marcaram presença. Por conta da proximidade, eles invadiram o Brasil. Os argentinos lotaram o país, chegaram a colocar 70 mil em São Paulo. Os colombianos e os chilenos também gritaram alto, assim como os uruguaios.
Mas a Copa do Mundo 2014 também teve as decepções.
A Seleção da Espanha chegou com o status de atual campeã e saiu eliminada na
Primeira Fase com apenas uma vitória. E o que falar do Brasil? O time de
Felipão foi humilhado pela Alemanha e levou sua pior goleada em 100 anos de
existência.
Cristiano Ronaldo, eleito melhor do mundo, também
deixou a desejar. É verdade que a Seleção de Portugal não tinha potencial e que
ele chegou "baleado", mas ainda assim se esperava mais de CR7. O
mesmo pode dizer de Diego Costa, da Espanha, e Fred, do Brasil.
Nota zero também para os altos valores de comida e
bebida nos estádios. E mesmo assim faltou produtos em todos os jogos deixando
os torcedores irados. Já no Beira-Rio, em Porto Alegre, França e Honduras não tiveram
seus hinos executados, quebrando o protocolo da FIFA.
Bom... Chega de papo e vamos aos 11 jogadores
escolhidos pelos jornalistas do Portal Futebol Interior e seus
colaboradores. O Portal FI acompanhou in loco o Mundial 2014 com
cobertura total de treinamentos e jogos.
Confira a Seleção da Copa do Mundo
2014:
Goleiro: Navas (Costa Rica) - Um dos principais
destaques da seleção que mais surpreendeu na Copa do Mundo de 2014. Eleito o
goleiro mais regular do último Campeonato Espanhol, veio para o Mundial com
“grife” e não decepcionou. Não teve culpa em nenhum dos dois gols que levou e
ainda brilhou nas cobranças de pênaltis contra a Grécia, nas oitavas de final,
defendendo uma das penalidades. Se a Costa Rica foi tão longe, muito do mérito
tem que ir para a liderança, experiência e capacidade de Navas.
Lateral-direito: Lahm (Alemanha) - Começou a Copa do
Mundo atuando no meio-campo, mas assim que o técnico alemão (Löw) percebeu uma
inconstância de sua defesa, retornou o lateral de origem para a sua posição.
Nos jogos mais importantes da Alemanha, Lahm foi um verdadeiro monstro,
marcando com eficiência e chegando com tranquilidade ao ataque. Foi, sem
dúvida, o lateral mais técnico do Mundial.
Zagueiro: David Luiz (Brasil) - O líder da dupla
de zagueiros da Seleção Brasileira era Thiago Silva, mas David Luiz que sai
desta Copa do Mundo como o grande exemplo do Brasil. Mesmo mais jovem que seu
companheiro, mostrou ser um líder em campo. Apesar de estar presente na
vexatória derrota por 7 a 1, esteve perfeito em todos os outros jogos do
Brasil, anotando dois gols e marcando como um leão. Nas entrevistas, nunca
fugiu da responsabilidade e chamou a atenção do mundo todo ao apoiar e aplaudir
o meia James Rodríguez, da Colômbia, após o Brasil eliminar a sua seleção.
Zagueiro: Hummels (Alemanha) - Chegou para a Copa
do Mundo ainda sem ter a certeza se seria titular. Ainda se recuperando de uma
lesão, o zagueiro sabia que teria que mostrar muita vontade nos treinamentos
para ficar com a vaga. Logo na estreia, contra Portugal, uma exibição segura e
um gol. Feito que faria novamente nas quartas de final, contra a França. Apesar
de ser bastante alto (1,92 m), Hummels tem velocidade e se destacou no desarme
de jogadas perigosas dos atacantes adversários.
Lateral-esquerdo: Blind (Holanda) - Filho do ex-zagueiro
Danny Blind, que disputou as Copas de 90 e 94 como reserva na Holanda, Daley
Blind virou peça fundamental no esquema de Van Gaal. Já atuou como zagueiro,
lateral e até meia junto com o treinador "maluco" da Laranja. É a
principal válvula de escape do time. Embora não tenha um vigor físico
avantajado, compensa pelos desarmes, boa colocação e ótimo passe. Foi dele o
cruzamento do gol antológico de Van Persie, de peixinho, contra a Espanha.
Volante: Mascherano (Argentina) - Mascherano provou,
nesta Copa do Mundo, que realmente a sua posição de origem é volante. Escalado
como zagueiro em seu clube (Barcelona), o experiente jogador é o cabeça de área
da seleção argentina e o responsável por iniciar as jogadas. Um dos líderes de
desarmes do Mundial e o jogador com mais eficiência no passe entre todos os
jogadores da Copa do Mundo, Mascherano mostrou que ainda tem muita lenha para
queimar.
Meia: Kroos (Alemanha) - Na seleção alemã
comandada por Joachim Löw não tem discussão: Kroos é titular absoluto e faz
merecer por isso. Jogador mais regular entre todos os de sua seleção, o jovem
meia tem a capacidade de ajudar na marcação e dar passes precisos para os
atacantes como ninguém. Com apenas 24 anos, já possui uma genialidade que há
muito tempo os alemães não viam em um meia de armação.
Meia: Robben (Holanda) - Com uma seleção
holandesa de muitos desconhecidos, Robben vestiu a camisa de líder e conseguiu
levar a Holanda até a semifinal da Copa do Mundo. Ousado, mostrou que continua
driblando com facilidade e finalizando com precisão. Contra a Espanha, na
estreia da competição, só faltou fazer chover e não diminuiu o ritmo em momento
algum do Mundial.
Atacante: Muller (Alemanha) - Na Copa do Mundo em
que Klose se tornou o maior artilheiro de todos os tempos, ele foi quem mais
balançou as redes pelos alemães: cinco vezes. Principal referência no ataque da
seleção da Alemanha, mostrou a incrível capacidade de se movimentar pelos dois
lados e aparecer dentro da área para concluir.
Atacante: Neymar (Brasil) - Nunca o brasileiro
saberá se com Neymar o jogo da semifinal contra a Alemanha seria diferente, mas
que a sua genialidade fez falta, isso é indiscutível. Com apenas 22 anos, o
grande astro da Seleção Brasileira mostrou que tem tudo para se tornar um dos maiores,
senão o melhor jogador do mundo nos próximos anos. Chamou a responsabilidade e
encantou os brasileiros com quatro gols em cinco jogos disputados. Se esperava
muito dele e ele correspondeu. Deixou os brasileiros chorando, ao se machucar e
ficar de fora dos dois últimos jogos da Seleção Brasileira.
Atacante: Messi (Argentina) - Ele veio para esta
Copa do Mundo para ser campeão. Sabendo que sua seleção tinha um caminho fácil
pela frente, chamou a responsabilidade e brilhou nos momentos mais difíceis. Tirando
a partida contra a Holanda, na semifinal, Messi foi decisivo em todos os outros
jogos da Argentina, provando que quer marcar seu nome na história ao lado ou
até à frente de Maradona.
Técnico: Louis Van Gaal (Holanda) - Com 62 anos, Van Gaal
já passou por muitos clubes importantes da Europa, como Ajax, Barcelona e
Bayern de Munique. Para esta Copa do Mundo, aceitou o convite de comandar a
seleção de seu país novamente (já tinha treinado a Holanda em 2001 e 2002) e
provou que não está ultrapassado. Arrumou inimigos alterando o tradicional
4-3-3 holandês e apostando em um defensivo, mas ousado 3-5-2 e com este
esquema, já goleou a atual campeã Mundial Espanha por 5 a 1 na estreia.
Ao contrário de treinadores “cabeças-duras”, Van
Gaal se conscientizou que a geração holandesa não é tão boa como a do passado e
encontrou nos poucos craques a solução para levar o time até a semifinal. Coube
a Sneijder, Robben e Van Persie a missão de decidirem, sempre com o aval do
estrategista e inteligente treinador.
Revelação: James Rodríguez (Colômbia) -
Com apenas 22 anos, o camisa 10 da Colômbia já conseguiu o feito de
fazer o Mundo parar para assistir a ele e a seleção colombiana jogar neste
Mundial. Com muita classe, poder de decisão e uma capacidade incrível de saber
a hora certa de driblar e finalizar, James Rodríguez já é, para muitos, o maior
jogador colombiano de todos os tempos, superando ídolos como Rincón, Valderrama
e Falcao Garcia. Ainda é cedo para afirmar, mas o meia do Monaco mostrou
potencial para vestir qualquer camisa e se tornar um craque. Deixou o a Copa do
Mundo nas quartas de final com a incrível marca de seis gols, média de mais de
um por partida.
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