Mestre Felipe – ícone do Tambor de Crioula.
Depois de uma ansiosa chegada, no começo da semana
passada, estamos no batente para dar continuidade ao nosso trabalho
jornalístico, utilizando essa maravilhosa ferramenta que é a Internet.
Pretendemos, aos domingos – como hoje – mostrar em
pequenos textos, pessoas que se destacaram entre nós, vindas de outros lugares
ou não, mas dando sempre maior ênfase àqueles que aqui nasceram e nos iluminam
com seus brilhos, aqui ou fora daqui. Chamaremos este espaço de “Nossas estrelas”.
Hoje, começamos formar nossa constelação, mostrando
alguém de brilho intenso, que, com dom divino nos premiou por alguns anos com a
sua arte, a sua sabedoria e principalmente com a sua simplicidade:
01
- Mestre Felipe:
Nascido no povoado Taboca, município de São Vicente Ferrer,
interior do Maranhão no ano de 1924, Felipe Neves Figueiredo, era filho de
Sebastião Nogueira, com quem aprendeu a tocar tambor quando tinha menos de 5
anos de idade.
Mestre Felipe deixou parte de sua obra registrada em
três CDs. Entre as toadas que fizeram sucesso estão: "Vem vê",
"Eu vou beber no mar", "Êi, Felipe", "Canembá",
"Carro virou", "Cadê Nivô?" e "Chorei coro".
Felipe foi consagrado nacionalmente, e chegou a receber
no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, o prêmio Orilaxé de Cultura Popular, um
reconhecimento pela contribuição na consolidação e desenvolvimento do Tambor de
Crioula, como Patrimônio Imaterial do Brasil.
Nascido numa família de coreiros e tocadores de Tambor
de Crioula, Mestre Felipe era devoto de São Benedito, e, certamente, por isso criou
o grupo de Tambor de Crioula União de São Benedito, um dos mais populares do
Maranhão.
Compositor.
Instrumentista. Percussionista. Mestre de tambor de crioula. Reconhecido como
mestre na tradição do tambor de crioula e constituindo-se como figura de
referência na música regional do Maranhão, fez shows na Europa e nos Estados
Unidos, além de ter se apresentado em várias capitais brasileiras.
Em 2003, apresentou-se no Rio de Janeiro em festival realizado na Lapa. Nesse ano, lançou seu segundo CD com 11 composições de sua autoria, entre elas: Cadê Nivô?, Canembá, Carro virou, Chorei coro, Êi, Felipe, Eu vou beber no mar.
Em 2003, apresentou-se no Rio de Janeiro em festival realizado na Lapa. Nesse ano, lançou seu segundo CD com 11 composições de sua autoria, entre elas: Cadê Nivô?, Canembá, Carro virou, Chorei coro, Êi, Felipe, Eu vou beber no mar.
Vítima de parada cardíaca, Mestre Felipe faleceu aos 84
anos.
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