segunda-feira, 21 de julho de 2014

Canal Cohab-Cohatrac – urbanizar ou deixar invadir





Canal do Cohatrac – demora da urbanização pode provocar invasão da área.


Um dos lados do canal recebeu postes e luminárias. Só isso.

 

A Prefeitura Municipal de São Luís, através da SEMOSP (Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos), vem demonstrando que algumas obras públicas realizadas não têm planejamento algum. Aparentemente, tudo é feito de forma improvisada. Tipo, “quebrou, remenda”.

Por volta de quinze anos atrás, quando trabalhávamos num jornal da cidade, entrevistamos o então responsável (Luiz Messias) pelo hoje Laboratório de Meteorologia da Universidade Estadual do Maranhão que, naquela época funcionava na reserva do Itapiracó. Procuramos saber, naquele momento, qual órgão municipal ou estadual procurava informações sobre previsão do tempo, para organizar e planejar suas atividades – principalmente as obras públicas.

Não foi pequeno o nosso espanto, quando tivemos como resposta: nenhum. Nenhum órgão municipal ou estadual planejava suas atividades a partir de informações meteorológicas. Isso é, no mínimo, uma irresponsabilidade com o custeio de obras públicas.

Sempre se soube quanto é intenso o período chuvoso no Maranhão. Num ano, via de regra, trabalha-se seis meses, pois, pelo menos em quatro a cidade vive debaixo de chuvas, algumas torrenciais.

Pois, também não foi pequeno o nosso espanto, quando consultamos a placa de relocação do “Serviço de Canalização, Retificação e Requalificação Urbana e Paisagística do Canal do Cohatrac”, trecho Cohab-Cohatrac, Avenida II e Estrada da Maioba.

Ali está “escrito” um prazo de 12 (doze) meses, com um valor de R$13.482.404,27 adjudicado a CONSTRUTORA CENTAURO LTDA., com apoio do BNDES e Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, com supervisão da Prefeitura Municipal de São Luís através da SEMOSP. Esse prazo já foi embora, faz tempo.

Independentemente do valor da obra – e provavelmente não estará embutido o montante utilizado para indenização, remoção e relocação das famílias que ali moravam – é algo estranho que, na placa, não estejam configurados o início e o fim desse prazo de 12 meses. Parece algo imperdoável, que não seja levada em consideração a excentricidade da contagem desses doze meses, numa cidade onde, para obras públicas sem prejuízos por conta das chuvas, o ano se reduz a apenas oito meses – no máximo.

DEMORA EXAGERADA – Aparentemente, os itens “Canalização” e “Retificação” estão concluídos. Infelizmente, não se tem qualquer sinal de quando (ou se serão atendidos) serão iniciados os itens “Requalificação Urbana e Paisagística”. A demora poderá causar sérios problemas para a Prefeitura.

Na administração João Castelo foi reconstruída uma ponte e construída outra. A qualidade do serviço de canalização deixou a desejar e, na primeira chuva acima da normalidade, a água pluvial destruiu tudo. E, já naquele tempo, os itens indenização e remoção das famílias acabaram dificultando a conclusão da obra.

E é exatamente esse item que poderá voltar a complicar, se a urbanização e o paisagismo da área não acontecerem de imediato. Grupos de pessoas conhecidas em invasões, já andaram sondando a área – e atuam sempre nas proximidades das eleições – e uma provável retirada de invasores custará muito caro para o bolso do contribuinte.

 

 

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