Campinas, SP, 27 (AFI) – Há um paradoxo nas palavras de muitos analistas
esportivos que repetem a toda hora que o Campeonato Brasileiro- o BRASILEIRÃO
CHEVROLET – está nivelado por baixo. Mas a cada rodada que passa a gente vê
jogos emocionantes, uma correria muito grande atrás de pontos e de posições.
Nada foi diferente nesta 15.ª rodada.
Coube aos jornalistas do Portal
Futebol Interior tentar “peneirar” os melhores da rodada para incluí-los na
Seleção da Rodada. No final, o time ficou agressivo, praticamente com
cinco atacantes. Quatro atacantes natos, um meia avançado (Marcos Guilherme) e
apenas um volante.
O esquema seria, mais ou menos, o 4-2-4 com apenas um volante marcador.
Seria o caso de aconselhar ao técnico escolhido – Cristóvão Borges, do Flamengo
– para “usar o esquema moderno”, de muita movimentação, onde todos atacam, mas
também ajudam na marcação.
Confira a Seleção Futebol Interior da 15.ª rodada:
Goleiro: Marcelo Lomba (Ponte Preta) - Com a saída de Renato Cajá e a
queda de rendimento de Fernando Bob, Marcelo Lomba desponta como principal
jogador da Ponte Preta no Brasileirão. De longe, ele já é a melhor contratação
feita pelo clube no ano e honra os cerca de R$ 100 mil de salário. Contra o
Inter, fez quatro defesas milagrosas que o colocaram na Seleção do FI. A zaga
da Ponte formada por Diego Ivo e Tiago Alves foi bem nas vagas dos titulares
Renato Chaves e Pablo. O goleiro Alisson do Inter também merece menção honrosa.
Lateral-direito: Marcos Rocha (Atlético-MG) - Ao torcedor mais
desatento, a atuação de Marcos Rocha poderia ter passado despercebida no
estádio Independência. Isso porque Lucas Prato, de pênalti, ofuscou a grande
partida do lateral direito. Mas o jogador conteve bem as principais chegadas do
Figueirense e tornou-se a válvula de escapa do clube, principalmente no segundo
tempo.
Zagueiro: Rodrigo Caio (São Paulo) - Ainda encontrando o seu espaço no
time de Juan Carlos Osorio, Rodrigo Caio começou o jogo deste domingo como
zagueiro, ao lado de Rafael Tolói. No momento mais importante do confronto, o
jogador ficou mano a mano com os atacantes do Cruzeiro, mas afastou bem a bola.
Vale lembrar que o defensor polivalente quase se transferiu para o futebol
espanhol, mas a transação melou.
Zagueiro: Felipe (Corinthians) - Entrou com a dura missão de substituir
o titular Gil. Nem por isso deixou de esquecer os treinamentos e marcar um gol
de cabeça, treinado exaustivamente no Parque São Jorge. É alto, forte e se
posiciona bem, tanto que marca gols. Tudo sem perder a humildade, porque após o
gol dedicou ao amigo Gil, ausente por suspensão.
Lateral-esquerdo: Egídio (Palmeiras) - Outra vez foi o melhor jogador do
Verdão dentro de São Januário. De seus pés nasceram as jogadas mais perigosas
do time, inclusive, participando de três gols na goleada por 4 a 1 em cima do
Vasco da Gama. Parece que ele se encaixou perfeitamente, lembrando a dobradinha
com o técnico Marcelo Oliveira, no Cruzeiro.
Volante: Walace (Grêmio) - Mesmo jogando em casa, o empate não foi um
mau negócio para o Grêmio nesta rodada. Isso porque o Sport não facilitou o
anfitrião, principalmente sob a batuta de Diego Souza. Ainda assim, o volante
Walace conseguiu conter as principais chegadas dos pernambucanos e assegurou
mais um ponto para o tricolor gaúcho.
Meia: Marcos Guilherme (Atlético-PR) - Se movimentou bem, buscando o
ataque e marcou os dois gols da vitória do Furacão sobre o Avaí, fora de casa.
Vestiu a camisa 10 e foi importante taticamente no esquema do técnico Milton
Mendes.
Atacante: Lucas Pratto (Atlético-MG) - Foi o grande nome do Galo na dura
vitória sobre o Figueirense. Mostrou muita frieza para converter o pênalti que
garantiu os três pontos do líder do Brasileirão. Além do gol, o argentino ainda
carimbou duas bolas no travessão e deu muito trabalho para os defensores.
Atacante: Bruno Rangel (Chapecoense) - Anotou os dois gols da vitória da
Chape sobre o Fluminense na arena do Condá e sofreu o pênalti que decidiu o
jogo aos 44 minutos do segundo tempo. Está voltando ao ritmo que o consagrou
dentro da Arena Condá.
Atacante: Gabriel (Santos) - O jovem atacante chamou a responsabilidade
e resolveu a vitória do Santos, contra o Joinville, por 2 a 0. Ele foi o autor
dos dois gols e sem Ricardo Oliveira em campo, fez com que os torcedores
esquecessem ele ao menos nesta noite.
Técnico: Cristovão Borges (Flamengo) - Sentar no banco de reservas do
rubro-negro carioca e dirigir o time da maior torcida do Brasil não é nada
fácil. Difícil contentar gregos e troianos. Mas aos poucos, ele tem colocado o
Mengão no rumo certo. Desta vez colocou o dedo na ferida no intervalo, quando
fez duas trocas que foram decisivas. Abriu mão dos três volantes, para ficar
com mais um meia e reforçar o sistema defensivo com a entrada de Pará. Com isso
seu time melhorou e venceu o Goiás, por 1 a 0, no Serra Dourada.
Outros técnicos continuam sobrando, como jovem Eduardo Batista do Sport,
que passou outra rodada sem perder; ou então ou já consagrados Levir Culpi,
líder com o Atlético Mineiro, e Marcelo Oliveira, que está há oito jogos
invicto no Palmeiras, com um empate e sete vitórias.
Mas na briga contra o descenso, mais uma vítima foi feira: Adilson
Batista, que caiu no lanterna Joinville, que não se estruturou e nem se
organizou de forma adequada para a disputa do Brasileirão. Está com o
passaporte carimbado para voltar à Série B.
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