Fibra
ótica.
Ao
mesmo tempo em que a internet fica mais rápida, ela também fica mais útil e
multiplica a quantidade de ações que podemos desenvolver conectados. Ver filmes
por streaming, armazenar grandes quantidades de dados online e participar de
chats de vídeo online são apenas alguns dos exemplos de atividades que se
tornaram possíveis durante a última década, com o desenvolvimento da conexão de
banda larga.
Mas
a evolução das tecnologias de transmissão de dados é tão rápida quanto a
velocidade que ela pretende alcançar. E a lista completa de atividades que
poderão se consolidar online nos próximos capítulos, só mesmo o futuro para
mostrar.
A
verdade é que o mundo já testa e estuda a aplicação de super velocidades para
os próximos anos. Qual sua velocidade de conexão? 5 Mbps? 10 Mbps? São
velocidades razoáveis, considerando o índice de internet da Ookla, segundo o qual a velocidade média de conexão no Brasil é de 12 Mbps. Agora, imagine a possibilidade de se
conectar a uma velocidade de 43 Tbps.
É
o que conseguiu realizar um grupo especializado em comunicações óticas de alta
velocidade da Universidade
Técnica da Dinamarca. Eles apresentaram seus testes em
junho de 2014 em uma conferência nos Estados Unidos, defendendo o recorde de
velocidade de conexão até o momento, gerado a partir de uma única fonte de luz
com o uso de uma nova espécie de fibra ótica.
Na
prática, o grupo usou um tipo especial de fibra ótica de uma empresa japonesa,
com o diferencial de conter sete diferentes núcleos e o mesmo diâmetro de um
cabo de fibra ótica padrão. A partir de um único laser, conseguiram transmitir
os dados pelo cabo de 67 quilômetros e atingir a incrível velocidade de 43
Tbps. As motivações da pesquisa citam a necessidade de transmitir mais dados em
espaços menores, levando em conta o desenvolvimento da indústria e a emissão de
gases poluentes. Também considera o crescimento do tráfego global de dados
online, na ordem de 35% a 50% ao ano.
No
mundo real, locais como Coreia do Sul e Hong Kong têm velocidades médias de
conexão entre as mais altas do planeta. Mas experiências recentes mostram que
conexões de altíssima performance podem se espalhar. É o caso da Google Fiber,
que oferece conexões de 1 gigabit (1,000 Mbps) nas cidades de Kansas, Provo e
Austin, nos Estados Unidos. A velocidade está longe de alcançar o que já
conseguiram pesquisadores em laboratórios, mas é muito acima da média mundial
cotidiana.
Velocidades
maiores, é claro, são necessárias para acompanhar a evolução do consumo. A
multiplicação de dispositivos conectados na internet coloca o mundo na Era do
Zettabyte, que já está em debate há alguns
anos e nomeia o relatório de junho de 2014 da Cisco, multinacional que oferece
soluções para comunicações em rede. De acordo com o relatório, a velocidade das
conexões banda larga deve atingir 42 Mbps em 2018, o triplo dos 16 Mbps de
2013. Fazer o download de um filme em alta definição, destaca o texto, leva 41
minutos em uma conexão de 5 Mbps e 20 minutos com uma internet de 10 Mbps. Para
o futuro, com o aumento do consumo de vídeos online e de melhor qualidade, a
evolução dos games online e de outros serviços, apenas tecnologias que permitam
altas velocidades serão capazes de proporcionar as melhores experiências.
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