Refinaria de
Pasadena, nos EUA.
(Reuters) - O ex-diretor da Petrobras
Paulo Roberto Costa disse a investigadores que houve um esquema de corrupção
envolvendo a compra de uma refinaria em Pasadena, nos Estados Unidos, pela
estatal e que ele próprio recebeu 1,5 milhão de reais.
Reportagem do Jornal Nacional,
da TV Globo, afirmou que as declarações foram dadas por Costa a um delegado, a
um escrivão e a um procurador no âmbito da delação premiada, pela qual o
ex-executivo tenta reduzir uma eventual pena por envolvimento em um esquema de
lavagem de dinheiro desmontado pela Polícia Federal.
De acordo com o Jornal
Nacional, os investigadores disseram ainda que a "primeira fase" da
delação premiada de Costa já foi concluída e que os depoimentos dados por ele à
Polícia Federal e ao Ministério Público na Superintendência da PF no Paraná,
onde ele está preso, foram acompanhados por seus advogados.
Antes da informação dada pelo
JN, a revista Veja já havia vazado supostas informações de depoimentos de Costa
em que ele teria afirmado que políticos recebiam uma espécie de
"pedágio" de empresas que assinaram contratos com a Petrobras.
Costa foi convocado para
prestar depoimento à CPI mista que investiga denúncias de irregularidades na
estatal, entre elas na compra da refinaria de Pasadena, mas decidiu ficar
calado e não responder às perguntas dos parlamentares para evitar prejudicar
sua tentativa de delação premiada.
A compra da refinaria de
Pasadena pela Petrobras é alvo de suspeitas de sobrepreço e as denúncias
envolvendo a estatal tem sido munição contra a presidente Dilma Rousseff (PT),
candidata à reeleição, na corrida presidencial deste ano.
Tanto Aécio Neves (PSDB) quanto
Marina Silva (PSB) tem atacado o governo federal e comparado as denúncias na
Petrobras ao mensalão, escândalo de compra de apoio político no Congresso
Nacional durante o primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
(Reportagem de Eduardo Simões)
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