A Procuradoria-Geral da República se
negou a fornecer ao governo as informações da delação premiada de Paulo Roberto
Costa. E fez bem. Dilma deve ter se esquecido de que o Ministério Público é um órgão
independente. Não está subordinado a nenhum dos Poderes da República. A
presidente agora diz que vai apelar ao STF. E fez uma afirmação, digamos, muito
típica, com toda a falta de jeito que a caracteriza.
“Pedirei ao ministro Teori a mesma
coisa: quero ser informada se no governo tem alguém envolvido. Não tenho por
que dizer que tem alguém envolvido, porque não reconheço na revista “VEJA” e
nem em nenhum órgão de imprensa o status que tem a PF, o MP e o Supremo. Não é
função da imprensa fazer investigação, e sim divulgar informações. Agora,
ninguém diz que a informação é correta. Não prejulgo, mas também não faço outra
coisa: não comprometo prova. Porque o câncer que tem nos processos de corrupção
é que a gente investiga, investiga, investiga e ainda continua impune.”
A exemplo de Didi Mocó Sonrisal
Colesterol Novalgina Mufumbbo, pergunto: “Cuma, presidente?”.
De fato, VEJA, felizmente, não é um
órgão oficial, a exemplo da PF, do MP e do Supremo. Felizmente, não!
E a revista não espera — e o mesmo
vale para o resto da imprensa — que as suas apurações substituam inquéritos.
Agora, quanto ao papel da imprensa, é
evidente que Dilma está errada. A ela cabe mais do que informar. Ela também
investiga, sim!
Não com o objetivo de passar
informações ao estado, mas com o propósito de informar a sociedade.
Dilma deve sonhar com a imprensa
cubana. Só informa. E só informa o que pode. (Por Reinaldo Azevedo - Fonte:
Veja).
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