Ademir da Guia, o “Divino”.
Maior jogador da história do
Palmeiras, Ademir da Guia não se conteve após a derrota por 6 a 0 sofrida
contra o Goiás, neste domingo, no Serra Dourada, pela 23ª rodada do Campeonato
Brasileiro. O "Divino" utilizou sua conta no Facebook para criticar
os jogadores alviverdes.
"Não me peçam calma em uma
hora dessas. A torcida está coberta de razão. O elenco deve ser enxugado, com o
afastamento de jogadores que não têm compromisso com a grandeza do
Palmeiras", escreveu Ademir da Guia nesta segunda-feira.
Logo depois da derrota, o
ex-presidente do Palmeiras Luiz Gonzaga Belluzzo também criticou a atual fase
do time. Em entrevista à Rádio Globo, o economista culpou a diretoria alviverde
pela atual situação do time e comparou a derrota para o Goiás à goleada de 7 a
1 sofrida pelo Brasil contra a Alemanha, na semifinal da Copa do Mundo.
De forma menos comedida,
torcedores organizados do Palmeiras também demonstraram sua insatisfação com a
derrota. Ainda em Goiânia, o ônibus do Palmeiras foi apedrejado e atingido por objetos
como garrafas na volta ao hotel onde o clube se concentrou.
Com 22 pontos, o Palmeiras caiu
para a lanterna do Campeonato Brasileiro após a derrota em Goiânia. Nesta
quinta-feira, às 19h30 (horário de Brasília), no Pacaembu, a equipe comandada
por Dorival Júnior enfrenta o Vitória, que está em 14º e também briga contra o
rebaixamento.
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COMENTÁRIO
DO BLOGGER – Pessoas que fazem o futebol de hoje, adjetivados de
profissionais, precisam sair do esconderijo. E, ao mostrarem a cara, não devem
tomar por exemplos apenas esses dois exemplos – derrota humilhante da seleção
brasileira na Copa do Mundo, haja vista que não se pode esquecer os méritos do
adversário vitorioso; nem, essa derrota desmoralizadora sofrida pelo Palmeiras.
Há muito mais coisas que precisam ser vistas e encaradas de outra forma. Com
mais competência e responsabilidade e, principalmente com mais respeito às
tradicionais camisas de clubes que, em todos esses tempos dignificaram o
futebol brasileiro.
É equivocado entender esses fatos como algo banal.
Clubes como Palmeiras, Santos, Vasco da Gama e Botafogo
precisam ser olhados pelas federações estaduais e, principalmente, pela CBF, de
forma diferente. Relembre a ajuda e as honrarias que esses quatro clubes, num
passado não tão distante deram ao futebol brasileiro e, por consequência, à
própria entidade brasileira mantenedora do futebol profissional no Brasil.
O que se vê hoje, infelizmente, é a indiferença da CBF
em relação ao passado positivo e aos relevantes serviços que prestaram ao País.
Infelizmente, o que se vê é que dois ou três clubes – que não esses – são tratados
de forma desigual.
Não se sugere aqui “esmola”, tampouco “favorecimento”.
O que se sugere é que não sejam perseguidos ou prejudicados.
É evidente que o estágio que esses quatro clubes
atravessam é fruto, principalmente, da má gestão em alguns momentos, de
responsabilidade interna dos dirigentes desses próprios clubes. Sabe-se disso.
No caso específico do Botafogo, vejamos um exemplo que,
à distância parece benéfico. Mas não é. É prejudicial. Em meados do ano passado
e primeiro semestre deste ano, o goleiro Jefferson, único ídolo alvinegro do
momento, foi “tirado” do time e do elenco botafoguense para fazer parte da
seleção e, em nenhum momento foi escalado. Em prejuízo do time carioca que
ficou desfalcado do seu melhor jogador nas principais partidas que realizou. Se tivesse sido chamado para “jogar”, nada
justificaria as reclamações.
Agora, neste momento, o goleiro alvinegro foi convocado
e, parece, vai jogar. Entretanto, não se pode entender como “benéfica”, a
convocação do goleiro Andrey, reserva imediato de Jefferson no time
botafoguense, para jogos amistosos, enquanto o “Glorioso” está à beira do rebaixamento
no campeonato brasileiro da série A.
Numa situação como essa, o que a convocação de Andrey
traz mais ao Botafogo: benefício ou prejuízo?
Fica o alerta.
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