segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Ídolo do Palmeiras, Ademir da Guia pede afastamento de atletas após vexame

 


Ademir da Guia, o “Divino”.

Maior jogador da história do Palmeiras, Ademir da Guia não se conteve após a derrota por 6 a 0 sofrida contra o Goiás, neste domingo, no Serra Dourada, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro. O "Divino" utilizou sua conta no Facebook para criticar os jogadores alviverdes.

"Não me peçam calma em uma hora dessas. A torcida está coberta de razão. O elenco deve ser enxugado, com o afastamento de jogadores que não têm compromisso com a grandeza do Palmeiras", escreveu Ademir da Guia nesta segunda-feira.

Logo depois da derrota, o ex-presidente do Palmeiras Luiz Gonzaga Belluzzo também criticou a atual fase do time. Em entrevista à Rádio Globo, o economista culpou a diretoria alviverde pela atual situação do time e comparou a derrota para o Goiás à goleada de 7 a 1 sofrida pelo Brasil contra a Alemanha, na semifinal da Copa do Mundo.

De forma menos comedida, torcedores organizados do Palmeiras também demonstraram sua insatisfação com a derrota. Ainda em Goiânia, o ônibus do Palmeiras foi apedrejado e atingido por objetos como garrafas na volta ao hotel onde o clube se concentrou.

Com 22 pontos, o Palmeiras caiu para a lanterna do Campeonato Brasileiro após a derrota em Goiânia. Nesta quinta-feira, às 19h30 (horário de Brasília), no Pacaembu, a equipe comandada por Dorival Júnior enfrenta o Vitória, que está em 14º e também briga contra o rebaixamento.

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COMENTÁRIO DO BLOGGER – Pessoas que fazem o futebol de hoje, adjetivados de profissionais, precisam sair do esconderijo. E, ao mostrarem a cara, não devem tomar por exemplos apenas esses dois exemplos – derrota humilhante da seleção brasileira na Copa do Mundo, haja vista que não se pode esquecer os méritos do adversário vitorioso; nem, essa derrota desmoralizadora sofrida pelo Palmeiras. Há muito mais coisas que precisam ser vistas e encaradas de outra forma. Com mais competência e responsabilidade e, principalmente com mais respeito às tradicionais camisas de clubes que, em todos esses tempos dignificaram o futebol brasileiro.

É equivocado entender esses fatos como algo banal.

Clubes como Palmeiras, Santos, Vasco da Gama e Botafogo precisam ser olhados pelas federações estaduais e, principalmente, pela CBF, de forma diferente. Relembre a ajuda e as honrarias que esses quatro clubes, num passado não tão distante deram ao futebol brasileiro e, por consequência, à própria entidade brasileira mantenedora do futebol profissional no Brasil.

O que se vê hoje, infelizmente, é a indiferença da CBF em relação ao passado positivo e aos relevantes serviços que prestaram ao País. Infelizmente, o que se vê é que dois ou três clubes – que não esses – são tratados de forma desigual.

Não se sugere aqui “esmola”, tampouco “favorecimento”. O que se sugere é que não sejam perseguidos ou prejudicados.

É evidente que o estágio que esses quatro clubes atravessam é fruto, principalmente, da má gestão em alguns momentos, de responsabilidade interna dos dirigentes desses próprios clubes. Sabe-se disso.

No caso específico do Botafogo, vejamos um exemplo que, à distância parece benéfico. Mas não é. É prejudicial. Em meados do ano passado e primeiro semestre deste ano, o goleiro Jefferson, único ídolo alvinegro do momento, foi “tirado” do time e do elenco botafoguense para fazer parte da seleção e, em nenhum momento foi escalado. Em prejuízo do time carioca que ficou desfalcado do seu melhor jogador nas principais partidas que realizou.  Se tivesse sido chamado para “jogar”, nada justificaria as reclamações.

Agora, neste momento, o goleiro alvinegro foi convocado e, parece, vai jogar. Entretanto, não se pode entender como “benéfica”, a convocação do goleiro Andrey, reserva imediato de Jefferson no time botafoguense, para jogos amistosos, enquanto o “Glorioso” está à beira do rebaixamento no campeonato brasileiro da série A.

Numa situação como essa, o que a convocação de Andrey traz mais ao Botafogo: benefício ou prejuízo?

Fica o alerta.

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