Uma discussão marcou o início da audiência pública
sobre a regulamentação do uso da maconha na Comissão de Direitos Humanos e
Legislação Participativa (CDH). O candidato a deputado federal Luiz Bassuma
acusou, de maneira exaltada, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que preside
a reunião, de não ser democrático e de ser favorável à legalização da maconha.
O bate-boca começou porque Bassuma, que já foi
deputado, teve negada a inscrição para falar, devido à restrição da lei
eleitoral. Cristovam mencionou também o fato de ele já ter se manifestado nas
quatro audiências anteriores sobre o tema.
- Eu quero saber se o senhor vai caçar o meu
direito de usar a palavra – questionou Bassuma.
O senador Fleury (DEM-GO) pediu que o candidato
respeitasse o presidente da audiência pública.
- Eu pediria a Vossa Excelência que respeitasse o
presidente desta sessão. Não é levantando a voz e falando mais alto que se vai
ganhar aqui. Eu peço ao senhor que respeite esta Casa. O presidente Cristovam
Buarque é um símbolo da educação no nosso país – disse Fleury.
Em seguida, Cristovam reiterou que estava sendo
democrático, porque seguia o regulamento da Casa, e afirmou que Bassuma estaria
ali para ganhar voto por meio da TV Senado.
- Minha liberalidade lhe permitiu falar quatro
vezes. Não foi a democracia, não. A democracia é respeitar o regulamento.
Depois dos senadores, quem tem direito a falar são os autores do pedido de
audiência. O senhor só vai ter a palavra depois que muitos que não falaram
ainda falarem. E, mesmo assim, o senhor vai ter que prestar contas na Justiça
Eleitoral – disse Cristovam, encerrando a discussão.
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