Por Fausto Macedo e Mateus
Coutinho
A Justiça Federal no Paraná
condenou nesta quarta feira, 17, a 4 anos e 4 meses de prisão o doleiro Alberto
Youssef pelo crime de corrupção ativa no âmbito do caso Banestado - escândalo
de evasão de divisas nos anos 1990. Alvo da Operação Lava Jato -
investigação sobre lavagem de R$ 10 bilhões e corrupção na Petrobrás - Youssef
sofria ainda acusação por seu vínculo com o caso do antigo banco do Estado do
Paraná.
Neste caso, ele foi condenado
porque obteve, em agosto 1998, empréstimo fraudulento de US$ 1,5 milhão para a
Jabur Toyopar Importação e Comércio de Veículos Ltda. no Banestado, agência de
Grand Cayman, mediante pagamento de propina de US$ 131 mil ao então diretor de
Operações Internacionais da instituição financeira.
A sentença é do juiz Sérgio
Moro. Na mesma sentença, o doleiro foi absolvido da imputação do crime de
gestão fraudulenta de instituição financeira. O juiz condenou Youssef ao regime
fechado - o doleiro está preso desde 17 de março por sua ligação com a Lava
Jato.
A ação contra Youssef havia
sido suspensa em 2004, quando o doleiro fez delação premiada e revelou
bastidores de um grande esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas por
meio do Banestado.
Com a descoberta da
participação de Youssef nos crimes de lavagem e corrupção no âmbito da Lava
Jato, deflagrada em março pela Polícia Federal, a Justiça reabriu duas ações
penais contra o doleiro, ainda da época do caso Banestado.
A condenação hoje imposta ao
doleiro é oriunda de ação penal originariamente proposta em 2003 pelo
Ministério Público Federal - ela foi suspensa em decorrência daquele acordo de
colaboração premiada celebrado pelo Ministério Público Federal e pelo
Ministério Público do Estado do Paraná com Alberto Youssef.
Em decorrência dos fatos
apurados na Operação Lavajato, o acordo, a pedido do Ministério Público
Federal, foi declarado rompido e a ação penal retomou o seu curso agora.
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